à propos de nous

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Não há mais álcool que aqueça meu peito. Não há mais nada que me faça esquecer de você. Não há mais nada que me faça esquecer tudo o que vivemos.

Por muito tempo tentei conter tudo o que eu sinto. Mas foi tudo em vão. Sempre ando procurando seu rosto em outros rostos. Seu jeito em outros jeitos. Mas não adianta. Não há ninguém igual a você.

Cansada de relações carnais, tentei encontrar em bares e em festas alguém ou alguma coisa que tentasse suprir a minha necessidade de te ter perto de mim. Não adianta, meu bem. Não há nada e nem ninguém que se compare a grandiosidade do seu ser.

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04:39 e eu ainda estou pensando em você. Ainda estou pensando em todas as coisas que nos fizeram chegas a este ponto. Minha mente tenta se distrair com outras coisas, eu juro. Mas meu coração continua errando as batidas todas as vezes que eu penso em você. Todas as vezes que penso no que fomos e no que poderíamos ter sido.

Eu tentei com todas as minhas forças, eu suportei todas as dores e perdoei os piores erros, pra no final você me abandonar. Você simplesmente esvaziou seu coração e não me deu a mínima explicação sobre por quê você estaria me deixando. Então você partiu. Da forma mais fácil e mais dolorida possível. Você apagou todas as suas memórias de nós. Mas eu continuo aqui, torcendo pra que um dia você olhe para trás e perceba o quanto você me amou, o quanto isso foi intenso e o quanto você jamais viverá tudo isso novamente com outra pessoa. Sabemos os nossos segredos. Nos conhecemos como a palma de nossas mãos mas mesmo assim continuamos tão distantes.

Continuo achando que você está confuso, que qualquer ato meu possa  te fazer lembrar da conexão que tínhamos, do amor imenso que nutríamos um pelo outro. Só nós sabemos a nossa história, os nossos sentimentos, só nós sabemos os nossos nós e nossos laços. Sabemos exatamente onde começamos e onde terminamos. Sabemos que, não importa o quanto o tempo passe, no final sempre seremos eu e você. E temos motivos pra esconder isso. Mas não temos motivos pra negar.

Negar o que sente é negar o que se é. 
E essa é a única coisa que eu quero que você entenda.

marie f.

Etre.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sacrifiquei meus apegos para viver num suposto pretexto de liberdade, porque ser livre mesmo é apenas o bicho, que vive no mato, que vive do mundo, que sobrevive a natureza das necessidades básicas que existe. Eu, não tenho essa habilidade.
Vivo perdida, correndo em busca de uma liberdade que não existe, sacrifico minha carne na busca do prazer espiritual, mas nem mesmo isso tem sido suficiente; as prisões sempre chegam. Eu mudei, e ainda sim continuo vivendo como eterno erro.
O que fazer quando se já não sabe como existir?
Nesses momentos é que o amor, a tristeza, a liberdade perdem o sentido literário, e encontro-me num vazio existencial eterno, fadada a solidão da alma, fadada a ser julgada pelos erros cometidos pela imprudência do ser.
Apesar da dor dos sacrifícios que libero do meu peito, eu ainda estou aqui. Eu aceito o meu fardo, e agora venha, me atinja, me atire, me derrube, e vomite em mim tudo aquilo que é vulgar. Eu já não sinto o remorso que me perseguiu por tanto tempo, a culpa se tornou minha amiga, e hoje eu vejo que jamais serei aquilo que tanto almejei.
Inteira.
Eveline M.

La certitude absolue d'une incertitude.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Você foi a unica coisa que eu tive certeza em toda minha vida 
Você foi a unica pessoa em que eu vi alguma direção
Você foi a metade,
E depois foi tudo, 
Tudo aquilo que eu necessitava 
Tudo aquilo que eu precisava 
Você foi tudo o que faltava, e mais um pouco 
Você foi tudo o que eu almejava ter; 
Mas como sempre tem um “mas” 
Você se transformou em nada 
Zero, vazio, e ausente 
Você se transformou em um sonho de saudade e tristeza 
Tomou meus desejos, minhas alegrias 
Pra dividi-los com outro alguém que não compreende a profundidade do teu ser.
Eveline M. 

liberté et solitude

Eu sinto vontade de chamar 
Eu sinto vontade de amar 
Mas eu não sinto uma vontade de ficar.
Não sei o que acontece comigo
Porque quando meu capitão
Aparece e ancora o navio dizendo
“você não está mais em perigo!”

Eu rio

E fujo

Eu grito pulando do navio 

E nado
Nado para longe 
Para terras onde alguém jamais viu
E lá eu me alojo novamente
Eu acalmo minha mente
E tento ver em toda essa gente
Se tem alguém que me contente 

Mas não tem, e vago só
Ando sem rumo
Sem fumo
Sem um mero whisky para degustar 
E me resta apenas olhar 
E rejeitar 
E fugir
Dos Capitães que a vida me traz
Que me fazem consumir 
Todo o elixir 
Da minha sanidade

Então deixo ir
Tudo o que me faz mal
Para que no final
Quando eu estiver só
Eu não vire um mero pó
Para ser largada ao vento
Sem nenhum contento 
Sem nenhuma boa lembrança
Para ficar de herança
Há quem me amou
E há quem meu coração balançou. 

Então entro nessas jornadas
Sem horas e datas marcadas
Para que ninguém me ache
E ninguém procure 
E ninguém me ature

Vivo apenas eu e o céu
Coberto com um véu
De estrelas 
Enquanto seguro um buquê de rosas vermelhas
Contando aos deuses as minhas escórias 
E clamando perdão
Em cada oração 

E cada dia que passa
A cada estrela que cai
A cada rosa que murcha 
Tenho certeza de que o meu Capitão
Não está por ai
Ele não virá em um navio
Muito menos me salvando de um perigo
Porque o meu doce Capitão


É o meu próprio coração.

marie f.
 
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