liberté et solitude

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Eu sinto vontade de chamar 
Eu sinto vontade de amar 
Mas eu não sinto uma vontade de ficar.
Não sei o que acontece comigo
Porque quando meu capitão
Aparece e ancora o navio dizendo
“você não está mais em perigo!”

Eu rio

E fujo

Eu grito pulando do navio 

E nado
Nado para longe 
Para terras onde alguém jamais viu
E lá eu me alojo novamente
Eu acalmo minha mente
E tento ver em toda essa gente
Se tem alguém que me contente 

Mas não tem, e vago só
Ando sem rumo
Sem fumo
Sem um mero whisky para degustar 
E me resta apenas olhar 
E rejeitar 
E fugir
Dos Capitães que a vida me traz
Que me fazem consumir 
Todo o elixir 
Da minha sanidade

Então deixo ir
Tudo o que me faz mal
Para que no final
Quando eu estiver só
Eu não vire um mero pó
Para ser largada ao vento
Sem nenhum contento 
Sem nenhuma boa lembrança
Para ficar de herança
Há quem me amou
E há quem meu coração balançou. 

Então entro nessas jornadas
Sem horas e datas marcadas
Para que ninguém me ache
E ninguém procure 
E ninguém me ature

Vivo apenas eu e o céu
Coberto com um véu
De estrelas 
Enquanto seguro um buquê de rosas vermelhas
Contando aos deuses as minhas escórias 
E clamando perdão
Em cada oração 

E cada dia que passa
A cada estrela que cai
A cada rosa que murcha 
Tenho certeza de que o meu Capitão
Não está por ai
Ele não virá em um navio
Muito menos me salvando de um perigo
Porque o meu doce Capitão


É o meu próprio coração.

marie f.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 
FREE BLOGGER TEMPLATE BY DESIGNER BLOGS