Etre.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sacrifiquei meus apegos para viver num suposto pretexto de liberdade, porque ser livre mesmo é apenas o bicho, que vive no mato, que vive do mundo, que sobrevive a natureza das necessidades básicas que existe. Eu, não tenho essa habilidade.
Vivo perdida, correndo em busca de uma liberdade que não existe, sacrifico minha carne na busca do prazer espiritual, mas nem mesmo isso tem sido suficiente; as prisões sempre chegam. Eu mudei, e ainda sim continuo vivendo como eterno erro.
O que fazer quando se já não sabe como existir?
Nesses momentos é que o amor, a tristeza, a liberdade perdem o sentido literário, e encontro-me num vazio existencial eterno, fadada a solidão da alma, fadada a ser julgada pelos erros cometidos pela imprudência do ser.
Apesar da dor dos sacrifícios que libero do meu peito, eu ainda estou aqui. Eu aceito o meu fardo, e agora venha, me atinja, me atire, me derrube, e vomite em mim tudo aquilo que é vulgar. Eu já não sinto o remorso que me perseguiu por tanto tempo, a culpa se tornou minha amiga, e hoje eu vejo que jamais serei aquilo que tanto almejei.
Inteira.
Eveline M.

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